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Os termos “Reumatismo” e “Reumático”, embora de uso corrente, não definem nenhuma afecção reumática específica, sendo por isso desadequados para denominar um grupo importante, numeroso e diversificado de doenças, que têm em comum o facto de atingirem as estruturas do sistema músculo-esquelético. Assim, ambos os termos devem ser substituídos pela designação de doenças reumáticas.
As doenças reumáticas são enfermidades de causa não traumática do sistema músculo-esquelético que podem afectar os ossos, os músculos, os tendões, os ligamentos e as estruturas intra-articulares que incluem a cartilagem articular e a membrana sinovial que reveste o interior da articulação.
Qualquer destas estruturas anatómicas, pode ser sede de lesões de natureza inflamatória, infecciosa, metabólica e degenerativa, sendo a expressão clínica predominante a presença em maior ou menor grau de dor, tumefação e incapacidade para mobilizar o membro ou o segmento afectados.
As doenças reumáticas podem surgir em qualquer idade de forma aguda, crónica ou recorrente e, apesar de serem mais frequentes nos adultos, existem também formas infantis e juvenis.
Nos países ocidentais, as doenças reumáticas estão presentes em 8% a 12% da população, sendo a doença mais frequente a osteoartrose que corresponde a uma degenerescência das cartilagens articulares e se traduz pela presença de alterações muito características nos exames radiográficos das articulações afectadas. As alterações radiográficas de osteoartrose estão presentes em praticamente todos os indivíduos com idade superior aos 70 anos e, nesta faixa etária, as dores ou o desconforto da coluna vertebral e/ou das articulações periféricas são referidas em 80% dos casos.
Seguindo a ordem de frequência, a Osteoporose que é uma doença óssea metabólica, pode afectar entre 30% e 40% das mulheres no início da menopausa.
As doenças reumáticas das partes moles periarticulares, que incluem as tendinites e as bursites, estão presentes em cerca de 4% a 6% da população geral. A Fibromialgia, com manifestações clínicas de dor difusa, de localização articular e não articular, e sensação de rigidez, afecta 2% dos indivíduos.
A inflamação de uma ou mais articulações tem a designação de artrite, que é uma manifestação comum á maioria das doenças reumáticas com compromisso articular. A artrite reumatóide, a mais frequente das doenças reumáticas inflamatórias, é uma artrite crónica que atinge por via de regra várias articulações com especial apetência para as pequenas articulações das mãos, podendo afectar até 1% da população geral.
A espondilite anquilosante com envolvimento inflamatório crónico predominante da coluna vertebral e menos frequente nas articulações periféricas, pode atingir até 0,5 % da população.
Os exames laboratoriais e radiológicos fornecem indicações úteis para uma melhor avaliação e esclarecimento de certas doenças reumáticas, sendo por vezes necessário, a realização de exames mais sofisticados como a TAC e a ressonância magnética nuclear. É também possível analisar o líquido sinovial presente no interior da articulação. Este exame permite identificar agentes infecciosos responsáveis por artrites sépticas, ou cristais de monourato de sódio responsáveis por crises de gota úrica.
As causas, as complicações e o tratamento das diversas doenças reumáticas podem ser muito diferentes, razão pelo qual se torna importante e imperioso definir com precisão o diagnóstico da doença, ao invés de simplesmente classificar como tendo uma doença reumática.
O tratamento depende do tipo e da gravidade da afecção de que se padece. No entanto, e em termos gerais, estas doenças tratam-se essencialmente com repouso e imobilização das estruturas afectadas, medicamentos do tipo dos anti-inflamatórios e medicamentos mais potentes, para suprimirem a inflamação quando esta é mais intensa ou se associa com activação importante da resposta imunológica.
Em casos muito específicos, algumas articulações gravemente afectadas podem precisar de ser substituídas por próteses.
Em Portugal as doenças reumáticas constituem a 1ª causa de consulta médica e o principal motivo de absentismo ao trabalho, de invalidez e de reforma antecipada por doença. No plano pessoal, limitam a capacidade do indivíduo cuidar de si próprio e afectam a capacidade para o trabalho, com impacto negativo na valorização e na progressão da carreira profissional. São geradoras de insegurança, de ansiedade e de depressão.
Nos doentes com queixas sugestivas de doença reumática, sobretudo nas formas com artrite, o diagnóstico realizado o mais cedo possível e a consequente instauração da terapêutica adequada são de suma importância para uma boa evolução da doença, evitando complicações que podem incapacitar o doente de forma definitiva.
Carlos Miranda Rosa
Médico reumatologista
na Clínica MedialCare | Campo Grande e
Assistente Hospitalar Graduado de serviço Reumatologia do Hospital Santa Maria