Dia Mundial da Sida – 1 de Dezembro

A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para a Infeção VIH, SIDA e Tuberculose, assinalou no dia 1 de dezembro, o Dia Mundial da SIDA.

Antes de 1980, quer centros de investigação, quer as escolas médicas, não admitiam a possibilidade de surgir, inesperadamente, um problema novo de Saúde Pública com expressão pandémica e de grande magnitude. Enganaram-se, tal como se enganaram aqueles que pensaram que as doenças transmissíveis eram todas preveníveis, controláveis e que seriam eliminadas.

Três anos depois, em 1983, o francês Luc Montagnier do Instituto Pasteur de Paris descobriu que aquela síndrome era provocada pelos vírus que designou como LAV 1 e LAV 2 (Vírus da Linfo-adenopatia). Logo depois, coube ao norte-americano, Robert Gallo, fazer a mesma descoberta (designou de HTLV 3 e HTLV 4 os vírus que identificou).

Só em 1985 os vírus LAV 1 e LAV 2 de Montagnier e HTLV 3 e HTLV 4 de Gallo receberam a designação de VIH 1 e VIH 2 (Vírus da Imunodeficiência Humana). Desde então, a cooperação científica em todo o mundo possibilitou compreender nos planos da Virologia, da Epidemiologia e da Clínica Médica, a etiologia, os modos de transmissão do vírus e a afinação da terapêutica.

Hoje, tanto a infeção pelo VIH, como a SIDA, dispõem de terapêuticas que as transformaram em doenças crónicas. De acordo com os relatórios da Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do Departamento de Doenças Infeciosas do Instituto Ricardo Jorge e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC)/Organização Mundial da Saúde, constata-se que, no ano de 2015, foram diagnosticados, em Portugal, 990 novos casos de infeção por VIH, correspondendo a uma taxa de 9,6 novos casos por 100.000 habitantes, não ajustados para o atraso da notificação. Durante o mesmo ano, registaram-se 238 novos casos de SIDA em adultos (idade igual ou superior a 15 anos), equivalendo a uma taxa de 2,3 casos de SIDA por 100.000 habitantes).

Analisando a década de 2005-2014, verifica-se um decréscimo importante e com uma tendência de uma redução sustentada do número de casos de infeção por VIH e de SIDA em Portugal que se expressa na diminuição de 50% do número de novos casos de infeção por VIH-1 e de 69,3% de novos casos de SIDA notificados, segundo o ano de diagnóstico.

FONTE: https://www.dgs.pt