A alimentação em tempo de incêndios
A inalação dos fumos dos incêndios mata mais pessoas do que as queimaduras provocados pelas chamas. Estima-se que 50% a 80% das mortes por incêndio sejam resultado de lesões por inalação de fumo. A inalação de fumo ocorre quando se respira os produtos da combustão durante um incêndio. Como o fumo é uma mistura de partículas e gases aquecidos, facilmente pode provocar a asfixia por falta de oxigénio, a irritação química, a asfixia química ou uma combinação destes.
A combustão ao queimar o oxigénio perto do fogo pode conduzir à morte impedindo a pessoa de respirar ou provocar a emissão de dióxido de carbono que ao ocupar o lugar do oxigénio pode provocar a asfixia. A combustão pode ainda resultar na formação de produtos químicos (como o dióxido de enxofre, amoníaco, cloreto de hidrogénio e cloro) que provocam danos directos quando contactam com a pele e mucosas em particular no aparelho respiratório. A irritação, ao provocar um inchaço, pode promover a obstrução total ou parcial das vias aéreas e a grande dificuldade respiratória.
Durante um incêndio são ainda produzidos monóxido de carbono, cianeto de hidrogénio, sulfureto de hidrogénio que podem interferir com a utilização de oxigénio pelas células durante a produção de energia. Se a disponibilidade de oxigénio ou a sua utilização for inibida, as células morrerão. A inalação de monóxido de carbono pode originar dor de cabeça, náuseas, confusão e vómitos que são sintomas deste tipo de envenenamento por monóxido de carbono.
Os sinais e sintomas deste tipo de intoxicações podem aparecer logo ou até 36 horas após a exposição, especialmente em incêndios, que produzem pequenas partículas. Idealmente, qualquer pessoa com exposição significativa ao fumo de incêndios deve ser monitorizada por profissionais de saúde especializados durante 24-48 horas.
“Manter a hidratação através da ingestão regular de água, ao longo de todo o dia e, em especial durante exercícios e operações, são as recomendações da força aérea – cerca de ¼ de um cantil (aproximadamente ¼ de litro) de água por hora.”
“Os alimentos que mais adequadamente podem satisfazer as necessidades nutricionais destes profissionais, promovendo hidratação e suprimento adequado de HC e minerais como o sódio podem ser através de alimentos na forma sólida como frutas (banana) e pão ou bolachas ou barras de cereais ou na forma líquida como bebidas desportivas.”
Em situações de emergência, a principal prioridade das autoridades competentes deverá ser fornecer alimentos, em especial fornecedores de energia e HC aos profissionais que actuam no terreno, de forma a optimizar as suas capacidades físicas, melhorando o desempenho da sua missão.
FONTE: https://www.dgs.pt