Prevenir para viver
A diferença entre ter ou não ter um ACV ou Enfarte do Miocárdio.
Sabia que as doenças cardiovasculares (DCV), matam mais que as tão temidas doenças neoplásicas, mais conhecidas por cancro?
É verdade, e esta é uma realidade ignorada por muitos.
Hoje em dia no que respeita à prevenção os conhecimentos actuais possibilitam a redução de um grande número de eventos cardiovasculares. A grande aposta na diminuição da sua ocorrência, mortalidade e morbilidade (sequelas deixadas pela doença) é a prevenção.
Já pensou que a alteração de hábitos simples do quotidiano podem fazer a diferença entre ter ou não ter um acidente vascular cerebral ou um enfarte do miocárdio?
Para isso basta-nos cumprir algumas regras e alterar hábitos, sim sabemos que não é fácil, mas também sabemos pela nossa experiência que é sempre possível.
É nosso objectivo abordar nesta e nas próximas newletters as regras básicas da prevenção cardiovascular.
1- Caminhar para viver – Lembre-se como é agradável caminhar. Estamos na altura ideal do ano para adquirir esse hábito, o Verão, os dias longos e os fins de tarde tranquilos aproveitando as férias ou alguns minutos disponíveis. Trinta minutos diários de marcha acelerada são já um grande avanço.
Não precisa de disponibilizar uma parte do dia só para a actividade física. De manhã comece por apanhar o autocarro numa paragem mais longe ou deixar o carro mais afastado. Para pequenas compras vá a pé ao supermercado. Se tiver de apanhar o elevador prefira as escadas. São dez andares? Não se preocupe, comece por subir cinco e verá que cada dia que passa a sua capacidade ao esforço aumentará. Vai almoçar? Escolha um restaurante um pouco mais afastado do seu local de trabalho, mas que lhe permita ir a pé. Toma a refeição no seu local de trabalho? Almoce e depois vá tomar o seu café fora, num local que o obrigue a andar. O seu almoço terá mais sabor.
Ajuste da melhor maneira a actividade física às rotinas do seu dia a dia, de modo a poder inseri-las no seu quotidiano sem grandes mudanças que o poderão levar mais facilmente à desistência.
Lembre-se que todos os percursos físicos efectuados durante o dia serão somados e que sem se dar conta terá caminhado não trinta mas sessenta minutos ou mais.
Ao fim de um mês sente-se alguns minutos, pense e tire as suas conclusões.
Verá que valeu a pena, depois é só continuar mesmo que sejam precisos abafos ou algum chapéu-de-chuva.