Semana Europeia de Prevenção do Cancro do Colo do Útero

Entre os dias 24 e 30 de janeiro de 2016, assinalou-se a 10.ª Semana Europeia de Prevenção do Cancro do Colo do Útero. O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa associou-se à Semana da Prevenção, através da realização de um conjunto de iniciativas que tiveram como objectivo sensibilizar a população para a importância da realização do rastreio desta neoplasia.

Assim, durante a manhã do dia 25, teve lugar, no anfiteatro do IPO, uma sessão para apresentação dos resultados do Programa de Rastreio do Cancro do Colo do Útero, dirigido à população feminina inscrita nas unidades de saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Este rastreio resultou de um protocolo de cooperação interinstitucional, criado em 2007, em que foram rastreadas cerca de 7800 mulheres, nas quais se identificaram 821 citologias com alterações (dez por cento).

De acordo com o IPO de Lisboa, o dia 25 ficou ainda marcado pela assinatura de um novo protocolo de colaboração com a Liga Portuguesa Contra a Sida, que prevê a realização de citologia ginecológica a todas as mulheres e do teste do vírus do papiloma humano (HPV) a todas as pessoas que se desloquem à unidade móvel de rastreio "Saúde + Perto", daquela associação. Os exames serão depois realizados nos laboratórios de citologia e virologia do IPO Lisboa.

Os trabalhos prosseguiram na sexta-feira, dia 29 de janeiro de 2016, com uma sessão de informação sobre "HPV e cancro do colo do útero", dirigida a estudantes do ensino secundário. Os jovens terão ainda oportunidade de fazer uma visita guiada aos laboratórios.

O cancro do colo do útero é causado pelo HPV, um vírus de transmissão sexual.

Em Portugal esta doença mata uma mulher por dia e, todos os anos, são diagnosticados 720 novos casos. O Instituto Português de Oncologia de Lisboa é uma instituição de referência no tratamento do cancro ginecológico e tem um papel ativo na educação e na prevenção.

A introdução da vacina contra a infeção por HPV no Plano Nacional de Vacinação foi um marco muito importante ao nível da saúde pública, mas o seu real impacto só vai sentir-se daqui a alguns anos. É hoje consensual entre a comunidade médica e científica que a vacinação e o rastreio permitirão a erradicação do cancro do colo do útero.

 

FONTE: http://www.portaldasaude.pt/