Conjuntivite: uma doença do verão
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana que reveste o “branco” do olho, que causa alterações na córnea e nas pálpebras.
Não é uma afecção grave, mas é transmissível, e por isso deve ser tratada para que não ocasione uma epidemia, muito comum durante os meses de verão.
Apesar de ser registada durante todo o ano, é comum haver um aumento de casos no verão, pois a contaminação ocorre com maior facilidade em ambientes coletivos como praia, parques, transportes colectivos, o que facilita a sua transmissão.
A conjuntivite pode ter causa alérgica (sazonal), devido a alergia ao pólen, viral, bacteriana ou ser provocada por irritação química, mas somente as infecciosas (virais e bacterianas) são contagiosas e as que mais frequentemente causam surtos epidémicos.
Sintomas
Os principais sintomas são olhos avermelhados, lacrimejo, sensação de areia nos olhos, pálpebras inchadas, secreção (pode ser desde aquosa até purulenta, dependendo da causa) nos cantos dos olhos ou nas bordas das pálpebras, fotofobia (sensibilidade à luz), pálpebras “coladas” ao despertar e visão desfocada.
A conjuntivite viral apresenta uma secreção esbranquiçada e em pouca quantidade. Leva aproximadamente 15 dias para desaparecer. A bacteriana produz secreção amarelada em abundância. Com o tratamento adequado, a sua cura leva entre três a cinco dias.
Prevenção
Para evitar a conjuntivite, são necessários alguns cuidados de higiene pessoal: lavar as mãos e o rosto com frequência, evitar coçar os olhos, não partilhar lençóis, travesseiros, toalhas e maquiagem, evitar o uso de copos e outros objetos de uso pessoal de quem está contaminado e evitar banhos em piscinas públicas.
Tratamento
O tratamento da conjuntivite é simples e caseiro. Basta ferver de meio a um litro de água limpa, colocar num copo/frasco esterilizado e conservar no frio. De tempo em tempo, humedecer um algodão com essa água fervida e gelada e lavar os olhos. Ao acordar, quando as pálpebras estiverem “coladas”, lavar e limpar os olhos com algodão humedecido. É recomendável ter sempre as mãos limpas, bem como trocar as fronhas diariamente.
Se a secreção é amarelada em abundância, característica da conjuntivite bacteriana, deve então, procurar um oftalmologista para um diagnóstico preciso e para a indicação de um medicamento adequado.
Atenção, se não tratada corretamente, a conjuntivite pode deixar sequelas, como cicatrizes no olho e na córnea e infecções intra-oculares.
FONTE: http://www.adeva.org.br/