Agressão Solar da Pele

 

A exposição prolongada ao sol pode resultar em queimaduras solares que, para além de dolorosas, constituem um perigo com consequências nefastas para a sua saúde.
 
A incidência dos vários tipos de cancro da pele tem vindo a aumentar em todo o Mundo, estimando-se que em Portugal sejam diagnosticados, em 2015, mais de 11 mil novos casos de cancros da pele sendo cerca de mil os novos casos de melanoma, devido, essencialmente, à mudança de comportamentos a favor de uma exposição aos ultravioleta exagerada ou inadequada.
 
A exposição solar lenta, progressiva, a horas adequadas e com protecção, pode ter vantagens clínicas em algumas dermatoses, como são exemplo os eczemas, sobretudo a psoríase, pelo seu efeito imunomodulador e imunossupressor, mas a exposição repetida e intensa além do fotoenvelhecimento precoce favorece os cancros da pele. 

Os praticantes de desporto ao ar livre constituem um grupo de risco e a sua sensibilização constitui o objectivo principal do presente artigo, onde se desenvolvem as boas regras de convívio com o sol.



Correm riscos acrescidos de cancro de pele as pessoas:

 

• De pele clara ou propensa a queimaduras;

• Adultos que sofreram queimaduras solares na infançia, adolescência ou adultos jovens;

• Que estão ou customavam passar demasiado tempo ao sol;

• Expostos ao sol intenso e durante períodos curtos de tempo (exemplo: férias, sobretudo tropicais);

• Que frequentaram ou frequentam solários;

• Os que têm mais de 50 sinais (nevos) na pele;

• Com antecedentes familiares de cancro da pele;

• Transplantados de orgãos.

 

A prevenção da doença e a sua deteção precoce fazem toda a diferença

 

• A exposição solar deve ser cuidadosa, evitando as horas de maior intensidade, entre as 11 e as 17 horas, sobretudo nos dias de maior índice UV.

• É importante evitar os solários, pois a energia UV emitida por estes aumenta significativamente o risco de cancro cutâneo e acelera o envelhecimento da pele.

• As crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar e deve evitar-se a exposição direta de crianças com menos de três anos;

• Sempre que andar ao ar livre, usar roupas que evitem a exposição direta da pele ao sol, particularmente nas horas de maior incidência solar;

• Usar chapéu, de preferência, de abas largas e óculos que ofereçam proteção contra a radiação UVA e UVB. Esta proteção aplica-se, também, às crianças;

• Usar sempre protetor solar com um índice adequado à idade e ao tipo de pele, de preferência, igual ou superior a 30, e renove a sua aplicação sempre que estiver exposto ao sol (de 2 em 2 horas), especialmente se estiver molhado ou se transpirar bastante. Quando regressar da praia ou piscina voltar a aplicar protetor solar, principalmente nas horas de calor intenso e radiação ultravioleta elevada;

• Aumentar a ingestão de líquidos (água ou sumos de fruta naturais, sem adição de açúcar);

• Evitar as bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar.


FONTES:
https://www.dgs.pt